Formação da identidade na adolescência
- Psicóloga Leticia Cerqueira

- 27 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 27 de abr.

A formação da identidade na adolescência é um processo central do desenvolvimento humano, marcado por mudanças físicas, emocionais, sociais e cognitivas. É nessa fase que o jovem começa a construir uma noção mais clara de “quem eu sou” e “qual é o meu lugar no mundo”.
A saúde mental atravessa essa realidade, como mostram estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indicam que 50% dos transtornos mentais começam antes dos 14 anos. No Brasil, registros do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, do Ministério da Saúde, indicam que os casos de lesão autoprovocada entre adolescentes de 10 a 18 anos passaram de 14.662 notificações em 2011 para mais de 48 mil em 2022. O aumento levou à ampliação de serviços especializados.
O Sistema Único de Saúde (SUS) mantém mais de 300 Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil destinados ao atendimento de crianças e adolescentes com sofrimento psíquico. Essas unidades realizam acompanhamento contínuo e articulam atendimento com escolas e famílias.
Um dos principais estudiosos desse tema foi o psicólogo Erik Erikson, que descreveu a adolescência como a fase do conflito entre identidade vs. confusão de papéis. Ou seja, o adolescente explora diferentes possibilidades (valores, carreira, estilo, grupos sociais) para formar sua identidade.
Construir uma identidade, para Erikson (1972), implica em definir quem a pessoa é, quais são seus valores e quais as direções que deseja seguir pela vida. O autor entende que identidade é uma concepção de si mesmo, composta de valores, crenças e metas com os quais o indivíduo estar solidamente comprometido.
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Principais aspectos da formação da identidade:
1. Exploração pessoal:
O adolescente testa ideias, comportamentos e papéis. Isso pode incluir mudanças de estilo, gostos musicais, opiniões ou grupos de amigos.
2. Influência social:
Família, amigos, escola e mídia têm forte impacto. O jovem começa a equilibrar o que aprendeu na infância com novas referências externas.
3. Autoconhecimento:
Surge uma maior capacidade de refletir sobre si mesmo: sentimentos, desejos, crenças e objetivos.
4. Busca por autonomia:
Há um desejo crescente de independência, o que pode gerar conflitos com os pais ou figuras de autoridade.
5. Construção de valores:
O adolescente começa a formar suas próprias opiniões sobre moral, política, religião e estilo de vida.
Possíveis dificuldades:
Insegurança e dúvidas constantes
Pressão para se encaixar em grupos
Conflitos internos ou com a família
Baixa autoestima ou confusão sobre o futuro
Letícia Cerqueira- Psicóloga Clínica





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