top of page

A INFLUÊNCIA DAS REDES SOCIAIS NA AUTOESTIMA E IMAGEM CORPORAL DOS ADOLESCENTES

De acordo com o estudo Digital 2023: Global Overview Report, o uso de tecnologias virtuais vem aumentando cada vez mais, podendo ser justificado pelas praticidades que elas proporcionam no cotidiano das pessoas em diversos contextos como trabalho e lazer. Compreendendo que a fase da adolescência é uma etapa da vida de autodescoberta e de transição da infância para a vida adulta, implicando em modificações tanto física quanto psicológica, os adolescentes, de modo geral, vivem em busca pela aceitação social, espelhando-se e almejando os corpos definidos pela sociedade como ideais. Na maioria das vezes, ao realizar comparações de seus próprios corpos com os vendidos na internet, o resultado é um sentimento de insatisfação de sua própria imagem corporal. Diante disso, podem recorrer a meios nocivos ao próprio corpo e desenvolverem transtornos alimentares e de imagem. Pode-se dizer, então, que os fatores ambientais e culturais são grandes contribuintes para o desenvolvimento de transtornos mentais relacionados à imagem corporal, como a dismorfia corporal, bulimia nervosa, anorexia nervosa, e a depressão. De acordo com o DSM-5-TR, no que diz respeito aos transtornos alimentares.

Essas tecnologias servem também como grande ferramenta de comunicação e conexão entre os indivíduos por meio das redes sociais, muito exploradas principalmente pelo público jovem e infantojuvenil. Pode se dizer, inclusive, que a internet vem se tornando uma das ferramentas mais essenciais do cotidiano, oferecendo o rico acesso à informações, comunicação instantânea e ao entretenimento (DE LIMA, 2021).

A “vitrine virtual” mostra corpos perfeitos, com um padrão de magreza e fitness, sendo, em sua maioria, corpos do gênero feminino, afetando principalmente a autoestima de mulheres. Nos adolescentes, a necessidade de pertencer aumenta a exigência com a autoimagem, e, ao se comparar com os perfis de blogueiras e modelos, a insatisfação com a própria aparência agrava-se (ANDRADE; BOSI, 2003).

As pessoas em geral, inclusive os adolescentes, costumam acreditar que modelos famosos e artistas de cinema sejam protótipos a serem copiados. São lançados, então, esforços para a obtenção do perfil estético estabelecido, resultando em um quadro propício para a emergência da anorexia e bulimia. Emocionalmente estes pacientes declaram alguma insatisfação com o peso ou corpo, comportamentalmente apresentam hábito de fazer dietas, mesmo quando desnecessário, sendo que esta distorção em sua autopercepção apresenta uma variável de grau significativo para o desenvolvimento de patologias. Este culto ao corpo, o transforma em corpo-objeto, distante do corpo sujeito, numa tentativa de ser algo que não lhe compete (FONSECA, 2008).

Geralmente vivem em busca pela aceitação social, espelhando-se e almejando os corpos definidos pela sociedade como ideais. Ao buscar os corpos mostrados nas mídias e redes sociais, os adolescentes, em sua maioria do gênero feminino, ignoram fatores genéticos e biológicos, acreditando que podem conseguir o corpo que lhes é. Quando existe a comparação com esses corpos, é identificado um sentimento de frustação, por não conseguir o mesmo objetivo, tendo em vista que a maioria desses corpos, passa por cirurgias e procedimentos estéticos. Sendo assim, muitos podem desenvolver transtornos alimentares e de imagem, os fatores ambientais e culturais contribuem diretamente para os transtornos mentais relacionados a imagem do corpo.

Nesse sentido, pensa-se que o profissional psicólogo pode usufruir dessas ferramentas a seu favor ao prestar seus serviços a adolescentes. O uso das mídias sociais, presentes e vinculados no cotidiano de grande parte dos jovens, pode ser um meio de orientação, acolhimento e esclarecimento de dúvidas dentro do papel do profissional. Essas ações podem ser executadas por intermédio de teleatendimentos, chats online e vídeo chamadas, sendo sempre utilizados com responsabilidade pelos profissionais da saúde e de acordo com as normas e resoluções do código de ética. (ANDRADE, 2020).

 

 

 

 

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page