Traumas de Infância
- Psicóloga Andreia Almeida
- 14 de fev.
- 2 min de leitura
Trauma na infância não é só o que QUEBRA a criança.
É o que FALTA nela.
John Bowlby passou a vida inteira provando uma coisa: Bebê não vive só de leite. Bebê vive de colo.
E quando esse colo não vem? A criança aprende a não pedir mais.
No final, o maior trauma é acreditar que a gente não precisava dele.
Mas aqui está a virada:
O que não foi vivido na infância PODE ser reparado.
A terapia não traz o passado de volta. Mas te ajuda a segurar essa criança que ficou esperando o colo que não veio.
Cuidar de si hoje é cuidar de quem você foi ontem.
Bowlby explicou. A terapia acolhe. Você se reconstrói.

Trauma na Infância à luz de John Bowlby: Por que a qualidade do vínculo importa mais do que você imagina?
Você sabia que a maior proteção contra traumas não está em "tornar a criança forte para o mundo", mas sim na qualidade do abraço que ela recebe em casa?
John Bowlby, psiquiatra britânico e pai da Teoria do Apego, revolucionou nossa forma de entender a infância. Nos anos 1950, enquanto a psicanálise tradicional focava nos conflitos internos da criança, Bowlby olhou para o que era real: a separação, a perda e o abandono.
Sua maior contribuição foi provar que o trauma infantil não está apenas em grandes catástrofes, mas na ruptura prolongada do vínculo com a figura de afeto.
O que Bowlby nos ensinou sobre o trauma?
1️⃣ As 3 fases da separação: Quando uma criança é afastada da sua base segura, ela passa por: PROTESTO (choro e busca ativa) → DESESPERO (apatia e tristeza profunda) → DETACHAMENTO (parece "superar", mas na verdade aprendeu a não confiar) .
2️⃣ A Psicopatia Afetiva: Bowlby cunhou o termo "affectionless psychopathy" para descrever crianças que, por falta total de apego, tornam-se adultos incapazes de sentir empatia ou criar vínculos .
3️⃣ Luto não resolvido: Crianças que perdem figuras importantes sem um ambiente acolhedor para processar essa dor podem carregar esse trauma por gerações. Sim, o apego inseguro é transmitido de pais para filhos .
O lado bom da história? Existe!
Bowlby também descobriu o poder da figura de apego consistente. Uma relação calorosa, íntima e contínua com pelo menos um cuidador é o maior fator de proteção contra os efeitos do trauma .
Crianças que tiveram uma base segura nos primeiros 2 anos de vida desenvolvem resiliência. Mesmo que passem por adversidades depois, o dano é significativamente menor .
Nem todo trauma vira psicopatologia. Assim como crianças que sofrem abusos podem desenvolver transtornos, Bowlby observou que muitas crianças expostas à dor tornam-se adultos extremamente empáticos. A diferença? A presença de um cuidador atento.
Não há glória no trauma. Não precisamos sobreviver à dor para sermos fortes. Precisamos, sim, de colo, presença e consistência. Como disse Bowlby: "O que não pode ser comunicado ao cuidador, não pode ser comunicado ao self."
Quer entender como os seus vínculos na infância impactam suas relações hoje? Vamos falar sobre isso na terapia. Agende uma sessão.




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