Procrastinação: quando o desconforto paralisa
- Psicólogo Vinícius Silva Pereira

- 6 de fev.
- 2 min de leitura
Atualizado: 28 de fev.
Você já sentiu aquele aperto no peito antes de começar uma tarefa difícil ou importante? Seja um trabalho, uma prova ou até uma conversa difícil, o desconforto que sentimos pode ser tão intenso que preferimos adiar. Esse adiamento acaba nos trazendo um alívio temporário, mas a culpa e ansiedade depois pode acabar sendo ainda mais intensa do que antes.
Por que sentimos esse desconforto?
⦁ Quando procrastinamos, isso pode ser dividido de duas maneiras, procrastinação racional ou emocional.
⦁ Procrastinação racional parte daquele momento em que conseguimos dar para nós mesmos os melhores argumentos, “trabalho melhor sob pressão”. “ainda tenho tempo pra isso” ... Até que chega a hora H.
⦁ Procrastinação emocional começa quando aquilo que precisamos fazer é adiado por como nos sentimentos, pois não é só um caso de adiamento, é uma necessidade de nos protegermos do medo, da ansiedade e de outras coisas que a tarefa possa nos causar.
A importância de fazer essa divisão é pra que notemos que procrastinação não é necessariamente sobre não saber organizar nosso tempo com alguma técnica milagrosa que vai fazer com que lidemos melhor com nossa agenda, mas sobre lidar também com o que sentimos.
⦁ Quando nos deparamos com algo que pode ser desafiador pra gente, independente do motivo pra isso, nosso cérebro acaba vendo isso como uma situação que é ideal evitar.
⦁ O corpo reage com tensão, e a mente busca escapar dessa sensação, escolhendo distrações mais fáceis, que é como a gente termina passando horas no celular ou maratonando uma série que a gente nem tinha tanto interesse assim.
Como a terapia pode ajudar:
Reconhecer o desconforto e deixar de evita-lo é o primeiro passo. Aprender a enfrentá-lo, em vez de evitá-lo, é o caminho para quebrar o ciclo da procrastinação e as vezes precisamos de ajuda pra isso.
A psicoterapia oferece um espaço seguro para compreender esse desconforto e aprender a lidar com ele de forma saudável. O acompanhamento psicológico ajuda a:
⦁ Identificar os gatilhos emocionais que levam à procrastinação.
⦁ Desenvolver estratégias para enfrentar o desconforto sem fugir da tarefa.
⦁ Fortalecer a autoconfiança e construir hábitos mais equilibrados.
Se você sente que esse padrão está limitando sua vida, considere buscar apoio psicológico. A terapia pode ajudar a fazer com que essas emoções trabalhem a seu favor para recuperar
o equilíbrio entre suas metas e seu bem-estar.





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