Inteligência Emocional
- Psicóloga Leticia Cerqueira

- 3 de mar.
- 2 min de leitura

Segundo Daniel Goleman, 1995, o mais importante para a pessoa não é possuir apenas altos índices de conhecimento intelectual, mas apresentar facilidade em relacionar-se consigo mesma e com os que a cercam.
Baseando-se em pesquisas e trabalhos realizados no campo da neurofisiologia, Goleman afirma que o equilíbrio entre o ‘eu’ racional e o ‘eu’ emocional determina basicamente o talento nos campos pessoal e profissional. Mesmo reconhecendo que a dicotomia racional e emocional esteja sempre presente, defende a importância da emoção para o desenvolvimento da razão. De acordo com Goleman (1997: 42), “temos dois cérebros, duas mentes e dois tipos de inteligência: a racional e a emocional”, complementares e independentes. Segundo ele, as questões emocionais impulsionam os indivíduos a buscarem felicidade. Assim, considera aptidões essenciais: a autoconsciência, a administração de sentimentos aflitivos, a manutenção do otimismo, a perseverança, a empatia, a cooperação, o envolvimento e a capacidade de motivar-se.
Pesquisas relacionadas à arquitetura emocional do cérebro demonstraram a existência de circuitos que determinam os comportamentos humanos. As experiências ocorridas no período da infância são os principais moldes formadores dos circuitos emocionais que comandam os comportamentos de medo, ira, paixão e alegria.
As emoções impulsionam as diversas ações diante das situações de vida. A ira, o medo, a felicidade, o amor, o desprezo, o carinho, a surpresa e a tristeza representam emoções que acionam diversas alterações fisiológicas.
Exemplos:
Num momento de ira o sangue se dirige para as mãos, estimulando a pessoa a bater ou a atirar. Existe um aumento da frequência cardíaca e de hormônios, como a adrenalina, que gera uma ação muito vigorosa.
Já nas situações de medo, os centros emocionais disparam hormônios e o sangue segue o destino dos músculos esqueléticos, levando o indivíduo a correr, fugir, esconder-se ou até a ficar completamente imóvel.
A felicidade inibe os sentimentos negativos, silenciando os pensamentos de preocupação. Neste estado emocional, não se observa nenhuma alteração fisiológica negativa, e a pessoa experimenta sensações de tranquilidade, repouso e entusiasmo, demonstrando disposição para atuar nas diversas tarefas.
O amor é um estado emocional que se expressa pelo sentimento de afeto, de relaxamento, de calma e de satisfação. As questões de cooperação são bastante facilitadas nesse estado.
O estado emocional de surpresa incide na capacidade visual, permitindo à pessoa enxergar melhor, à medida que aumenta a quantidade de luz na retina. Dessa forma, ela poderá tomar a melhor decisão.
Na tristeza, ocorre uma diminuição da velocidade metabólica, o que gera uma queda de energia e de entusiasmo, contribuindo para que a pessoa se ajuste diante de uma perda significativa ou de alguma decepção. Tristeza, pessimismo, ceticismo e desconfiança são emoções que propiciam o aumento de doenças como asma, úlcera, ou dores de cabeça. Já a hostilidade pode aumentar a propensão a doenças cardíacas.
Quanto mais disposto o indivíduo estiver para compreender as próprias emoções, mais facilidade terá em compreender as emoções dos outros. É a empatia que nos permite entender como o outro se sente, e isso pode ser apreendido pelo tom de voz, pelos gestos ou pelas expressões faciais.
E você, como se sente hoje?




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